Amigos homens, tê-los ou não?

Sempre bom ter um amigo homem para conversar de tudo. Amigas mulheres são meio estranhas para esse tudo, só consegui com uma, uma japa louquinha de pedra que amo muito, ah, e uma xará idem. (Xará idem soou estranho! Xará tão louquinha quanto à japa mencionada anteriormente!) Bom, gosto de amigos homens, mas alguns se apaixonam… Como são fáceis os homens! Se a moça fala abertamente, curte um rock, um sexo selvagem, ou melhor, dirty sex… Se ela não se impressiona facilmente, nem pelos seus feitos, muito menos julga suas taras… Digna de se casar com ela.

Mas, eis o X da questão. Algumas vezes não tem química, liga, barangandã, ou tem, mas não é um lance sadio, saudável, não tem aquele lance que só você tem com um só ser humano na vida.
Estranho eu pensar assim, se, por mim, monogamia nem deveria ser lei instituída, mas não me vejo, papel assinado sendo cafa, a canalha. Não me vejo traindo. Já me chamaram de falsa moralista por isso, mas na teoria é que é fácil, mas na prática, sei lá, acho que sim, temos alguém só nosso que não gostaríamos de compartilhar, assim como um post de rede social.

Estranho pensar dessa forma, já que tesão rola solto nesse mundão. E não tenho limites não. Imagino mesmo. Quando estou bem erótica minha imaginação não tem pudores. Porém, contudo, entretanto, todavia, tenho as minhas preferências, melhor nem citá-las, se este texto, por acaso sair voando por aí podem me acusar de preconceito ou despudorada demais, depende do ângulo, credo, raça, partido político e do que você lê, mas não seria bem o que eu escrevi. Falando psicologês, o que eu escrevo não é o que você interpreta, tudo depende de como chegou até aqui, suas bagagens, entende?

Mas amigos homens, inteligentes, despertam um tesão danado, mesmo não sendo os belos exemplos de homens da tevê, também nunca fui disso, meu afrodisíaco é outro, se chama cérebro.
E não me venha com fricotes, melosês, meu amor e nhem nhem nhem. Odeio clichês. E odeio odiar clichês!
Por quê? Às vezes faz uma falta danada, mas não aguento, não. Não demora a muito a dizer “meu amor, é o caralho, me chama pelo nome, porra!”, ou pelo nosso apelido! Aí a coisa já ficou doce igual a caramelo (péssimo isso! Trocadilho infame! Mas adoro!).

Mas tenho que dizer, eles se apaixonam e aí é hora de botar ponto, se afastar, se der reticências eles acabam com um lance legal que é ficar na tensão e no tesão, nada além disso.
Quando fica real demais, invadem a linha imaginária do respeito ao outro.
Aquele outro que você está junto porque tudo nele te faz sorrir, ficar puta, rir de raiva, de nervoso, bom e ruim, que te mexe por dentro e que quando ele está longe, pior de todos, um rompimento, você sente uma falta danada e sabe que não existirá alguém como ele, que posa para uma foto e se encaixa perfeitamente no seu melhor ângulo.
Aquele que tem bom humor escrachado, que canta despudoradamente e, vez ou outra, você solta um manera aí!
Ou faz aquela dancinha ridícula que o faz pesquisar no You Tube, gostosas dançando porque você é uma negação, nem descer até o chão você sabe sem fazer graça!

Enfim, nessa hora você lembra que sim, monogamia é uma delícia e manda o cara para o banho depois de um dia agitado, só para sentir a pele dele deliciosa e fresca que é só sua. Nessa hora não existem terceiros, que só veem à cabeça vez ou outra. E que fiquem apenas nas fantasias. Que o real é aquele que você escolheu para ser só dele.

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Sapiossexual, formada em psicologia com especialização em educação sexual Sempre disponivel para uma boa conversa. Escreve pra mim: annahein@mail.com

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