O dia em que estamos com raiva

Mulher é assim mesmo, já entendam vocês homens: são capazes de traições homéricas. Demais mulheres, sintam-se assassinadas. Homens também, mas em menor proporção.

Ahh se maridos, namorados e similares, soubesses o poder de um banho de água fria, não literalmente, esse é um poderoso aliado nos dias de fúria. Entendam, você está lá desejando ardentemente uma noite que deixará a posição papai e mamãe de olhos arregalados, se imagina de quatro pedindo para ir mais forte, mais rápido, pois já teve um orgasmo daqueles que só o sexo oral que ele faz  pode proporcionar. Neste dia, bem neste dia ele está exausto e, sabemos que homens precisam estar ao menos um pouco restabelecidos do seu dia para que suas funções não estejam comprometidas.

E não, não me venha dizer que “ele tem outra”, “perdeu o tesão por você”, sabemos que o mundo real não é uma novela ou um filme porno. Ele se sente exausto após um dia de tortura, igual ao teu, ele tem tesão, mas seu membro não corresponde às suas vontades mais sórdidas, amiga. Fácil entender, difícil compreender.

Então, você começa a pensar naquele cara, aquele que ainda quer super te comer e você sabe que é uma droga ilegal pela qual pegaria prisão perpétua. Mas ele, ao seu lado não sabe nada disso. Pode estar imaginando que está numa transa fantástica com você, ou não, não com você.

Mas voltamos a imaginação de uma mulher louca, insana, que, em vez do seu dedo, se deliciar ia com um pau bem duro, cheio de veias latejantes, como aquele cara um dia relatou a você naquele momento,  em que estavam somente você, ele e o seu celular.

Ele diz que faria como você gosta relatando cada movimento, cada sensação do seu corpo, cada arrepio dele, cada detalhe. Você topa um encontro, no dia que seu oficial irá trabalhar até mais tarde, sairá com as amigas, fará um curso de atualização profissional, o que sair na hora. Ele, solteiro convicto, te chama para ia a casa dele. Você passa em casa, coloca aquela lingerie branca que ele tem a maior tara, afinal quantas fotos íntimas trocaram ao longo desses nove anos de pura tara. Vai ao encontro dele, numa livraria, para sentir-se menos puta, mas, ao mesmo tempo provocá-lo lendo partes de um livro, contos do Marquês de Saade.

Ele te puxa e diz que precisa arrancá-lá dali senão perceberão que ele está de pau duro, você, já molhada desde que em trouxe na livraria. Vão para o carro e ele corre para casa, estaciona e ali mesmo, te agarra, diz que não aguenta mais, te vira de costa, passa a mão na  sua bunda e te arrasta pela casa. O quarto estava cheiroso, arrumado, ele te joga na cama, abre sua camisa de seda, olha aquele sutiã que ele ama, te dá um sorriso sábado e engole seus seios. Arranca sua calça justa, como só ele sabe fazer, e volta a colocar seus sapatos, de salto fino só para te olhar de lingerie e salto alto…

Ele te olha e você já sabe o que fazer, fica de pé na frente dele para ele te admirar e dizer o quanto te acha deliciosa, que nunca mais tinha visto uma banda como a sua. Ele tira a roupa te olhando nos olhos e dizendo o quanto sentia saudade do sexo que faziam. Questiona o porquê da sua demora em aceitar as tratado que ele vem oferecendo há anos. Você pede que ele cale o boca e faça o que ele sabe bem, te devorar, te fazer gozar até você estremecer e você ficar fraca. Ele te chupa com tal intensidade que você enlouquece, vira de quatro e ele sabe exatamente o que fazer: passar a língua no seu ânus, ao redor bem devagarinho, lamber sua buceta, alternando língua, dedos.

Ele pede para você pedir para ele meter gostoso, e você pede fundo, rápido, forte. Ele goza, olha para você, alisa sua pele. Vai ao banheiro tirar a camisinha, e volta todo destruído e diz que não acabou… A noite se estende, entre outras duas trepadas, avisa que precisa voltar para casa. Ele pergunta quando será a próxima, mas você não responde, chama o táxi e volta a livraria para pegar o carro. Pensa nele, lembra do atual e espera que ele não tenha chegado ou já adormecido.

Nessa hora você olha para o lado, vê seu homem ali, ressonando, deu se por vingada, dedos enrugados, mas só por segurança, manda uma mensagem àquele “pensei em você, sexo delicioso, obrigada”. Não espera resposta. Volta para a cama e dorme o sono mais gostoso.

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Sapiossexual, formada em psicologia com especialização em educação sexual Sempre disponivel para uma boa conversa. Escreve pra mim: annahein@mail.com

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