O que é o Tantra e como definir essa tal massagem?

Boa Noite para dar inicio a essa Coluna vou compartilhar com vocês um texto de uma pessoa que admiro muito e tenho um carinho enorme.

Mensagem Tântrica à Mulher

A vida é linda quando se tem alguém ao lado, a quem se possa amar de verdade, sem reservas, entregando-se totalmente, corpo e alma. Alguém a quem possamos ofertar nossa vida, nosso coração palpitando de emoção. Alguém a quem possamos fazer pújá com as nossas lágrimas de felicidade e com as de dor. Alguém com quem possamos repartir o sofrimento, a solidão, o desespero, mas também as glórias de uma missão realizada lado a lado, de mãos dadas…

Pense bem: que lindo poder ter o privilégio de ser a escolhida entre milhares, entre milhões de pessoas, para viver momentos de paz e amor ao lado de alguém e, repetidas vezes pela vida afora, dissolverem-se ambos em êxtases de um gozo supremo, somente atingível com a pessoa amada! E, ano após ano de prazer, felicidade e realização pessoal, ter a alegria de envelhecer ao lado da pessoa certa! Sem, jamais, arrepender-se pelo que deixou de fazer – não há pior remorso que esse…

… E depois, juntos, marcarem a Humanidade e o Universo com a força gerada nos seus atos de amor.

Para algumas, a vida nem sequer ofereceu a oportunidade de um grande amor, um amor alquímico, capaz de transmutar a vidinha medíocre em uma vida brilhante, de ouro puro. Para outras, a chance foi oferecida, mas deixaram-na escapar por entre os dedos, na ilusão adolescente de que a juventude nunca se acabaria.

Você já imaginou que podemos morrer amanhã? Você partiria satisfeita por ter feito tudo o que desejava, por ter já vivido a sua vida?

Se um cometa pode acabar com a Terra a qualquer instante, eu quero viver e compartilhar esse tempo que me resta com quem eu amo.

Se o holocausto nuclear (ou qualquer outro) é uma realidade que nos espreita a cada alvorada, eu quero depositar o meu fervor no ventre da minha amada, como uma prece diária, reverente, até o dia do Juízo Final.

Se todas as profecias do bom-senso nos advertem para o fato inegável de que a vida pode se extinguir a qualquer momento, vencida pela constante conspiração das hordas de potenciais doenças, acidentes e crimes, então eu quero fazer do tempo que ainda me resta algo que me permitirá partir em paz: se não posso fazer toda a Humanidade feliz, quero fazer feliz uma pessoa, a partícula da Humanidade que está mais próxima de mim. Quero que essa seja a minha mais nobre razão para estar vivo! Faça-o você também.

“Mestre De Rose”

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Pois bem, Minha intenção aqui é mostrar a todos um novo caminho para a sexualidade de forma mais moderna e sem muita palavra difícil (já que nomes Sanscritos são difíceis demais de pronunciar). Então nesse primeiro momento vou entrar em detalhes sobre o Tantra e sua filosofia comportamental, Características e Princípios, Os Tattwas , As Três Linhas e as Sete Escolas do Tantra, A relação sexual, o contato sexual sem orgasmo e os diversos tipos de praticas Tantricas.

Tambem pretendo falar sobre Neotantra, Mestre Osho, Veeresh, Meditaçoes Ativas, Sexo Tântrico Ocidentalizado, Energia sexual e também indicações de livros, vídeos, Rituais e ate mesmo  disfunções sexuais entre homens e mulheres.

Para começar vou resumir o que é o Tantra e como definir essa tal massagem que todos falam?

Tantra é uma filosofia comportamental de características matriarcais, sensoriais e desrepressoras. Tem origem na Civilização Harappiana, de etnia dravídica, e pré-dravídica e conta com mais de 5.000 anos de antiguidade. Defino o Tantra como a arte de conhecer-se a si mesmo através do outro.

A palavra Tantra pode ser analisada sob diferentes pontos de vista, como, por exemplo, trama do tecido ou teia. Interpretada de maneira poética e iniciática, seria algo como uma teia de aranha na floresta pela manhã, incrustada de gotas de orvalho, parecendo com sutis diamantes brilhando ao sol. E quando essa teia fosse tocada grosseiramente pelo profano, se desvaneceria instantaneamente.

Ou ainda segunda o líder espiritual Swami Sivananda: Tantra é o nome dos antigos textos de transmissão oral (param-pará) do período pré-clássico da Índia. Mais tarde, alguns desses textos foram escritos e tornaram-se livros ou escrituras secretas do hinduísmo.Por isso, passaram à História como um povo tântrico, já que essa filosofia é caracterizada principalmente por três qualidades que os Drávidas possuíam.

São Elas o Tantra, o Sámkhya e o Yôga

Na verdade não Só os Dravidas, mas a maior parte das sociedades primitivas não-guerreiras as tinham. Toda sociedade na qual a cultura não era centrada na guerra, valorizava a mulher e até mesmo a divinizava, pois ela era capaz de um milagre que o homem não compreendia nem conseguia reproduzir: ela dava a vida a outros seres humanos. Gerava o próprio homem. Por isso era adorada como encarnação da divindade mesma. E mais: através das práticas tântricas, era a mulher que despertava o poder interno do homem por meio do sexo sacralizado. Ainda hoje ela é reverenciada como deusa no Tantra.

Daí, a qualidade matriarcal. Dela desdobram-se as outras duas características. A mãe dá à luz pelo seu ventre – isso é sensorial. Alimenta o filho com o seu seio – isso é sensorial também. Não poderia ser contra a valorização do corpo, não poderia ser anti-sensorial como os brahmácharyas. A mãe é sempre mais carinhosa e liberal do que o pai, até mesmo pelo fato de o filhote ter nascido do corpo dela e não do dele. E também porque é da natureza do macho ser mais agressivo e menos sensível. Pode ser que tal comportamento tenha muita influência cultural, mas é reforçado, sem dúvida, por componentes biológicos.

Por tudo isso e ainda como conseqüência da sensorialidade, desdobra-se a qualidade desrepressora do Tantra. O impulso pelo prazer não é obliterado ou reprimido como ocorre noutras linhas comportamentais. Pelo contrário, o Tantra considera o prazer como uma via bastante válida na conquista do desenvolvimento interior.

Assim era o povo drávida, que vivia antigamente no território hoje ocupado pela Índia. Assim era o Tantra que nasceu desse povo e assim era o Yôga que existia naquela época: um Yôga tântrico.

Entretanto, um dia a Índia começou a ser invadida por hordas de sub-bárbaros guerreiros, os áryas ou arianos.

Ao guerreiro não podem importar o envolvimento mais profundo com a mulher nem a conseqüente família e o afeto. Seria até incoerente. Ele não pode ter laços que o amoleçam ou se sentirá acovardado diante da expectativa da luta e da morte sempre iminente. Então, ele torna-se contra a influência da mulher que frenaria sua liberdade e seu impulso belicoso. É contra os prazeres que o tornariam acomodado. É contra a sensorialidade, pois também não pode se permitir sensibilidade à dor durante o combate ou perante a tortura. Por isso tudo, ele é anti-sensorial, restritivo à mulher e contra o prazer. Por conseqüência, torna-se repressor, pois começa a proibir o sexo, a convivência com a mulher e os prazeres em geral. Depois expande essa restrição, tornando-a uma maneira de ser, uma filosofia comportamental que interfere em todos os aspectos da vida, inclusive em proibição de ingerir alimentos mais energéticos.

Quando os arianos ocuparam a Índia há 3.500 anos, impuseram a cultura brahmácharya (patriarcal, anti-sensorial e repressora), proibindo, portanto, a cultura tântrica (matriarcal, sensorial e desrepressora) por ser oposta ao regime vigente. Quem praticasse o Tantra e reverenciasse a mulher, ou divindades femininas, seria acusado de subversão e traição. Como tal, seria perseguido, preso e torturado até a morte.

Dessa forma, com a sua proibição por razões culturais, raciais e políticas, o Tantra se tornou uma tradição secreta. Continua assim até hoje, pois continuamos vivendo num mundo marcantemente brahmácharya, não apenas na Índia, mas na maior parte das nações.

Os Tattwas do Tantrismo (Tattwas podem ser definidos como métodos)

Existem vários ramos de tantrismo, alguns mais importantes, outros mais conhecidos, tais como o shivaísmo, o vishnuísmo, ou o shaktismo. Esse último, também chamado de tantrismo shakta, ficou bem conhecido através das obras de Sir John Woodroffe.

Todas as formas do tantrismo possuem princípios comuns, que se demonstram através dos tattwas. É útil mencionar que podem haver variações quanto à interpretação de cada princípio em si, mas que não modificam a visão de conjunto.

O tantrismo possui trinta e seis princípios, dos quais, os últimos vinte e cinco, são os mesmos do Sámkhya, nos demonstrando a relação inseparável do Tantra com o Sámkhya.

Conclui-se, então, que o Sámkhya é parte do Tantra, sua fração inicial (numa perspectiva de baixo para cima, dentro do quadro sinótico, à frente). Isso nos demonstra que a afinidade do Sámkhya é com o Tantra, como ocorre no Yôga Pré-clássico, e não com o brahmáchárya, como ocorre no Yôga Clássico.

1 – Shaktí: Energia dinâmica
2 – Shiva: Energia estática
3 – Sadashiva: Energia da vontade (icchá)
4 – Íshwara: Energia do conhecimento (jñána)
5 – Suddhavidyá: Energia da ação (kriyá)
6 – Máyáshaktí: Energia da dualidade Kañchuka (envoltórios)
7 – Kalá – limites da infinita força de Shiva
8 – Vidyá – limites da força do conhecimento
9 – Rága – limites da força do desejo
10 – Kála – limites da força do tempo
11 – Niyati – limites da força de causa-e-efeito

As Três Linhas e as Sete Escolas do Tantra

O comportamento tântrico divide-se basicamente em três linhas: tantrismo branco ou linha branca (dakshinachara); tantrismo negro ou linha negra (vámachara); e tantrismo cinzento ou linha cinza.

A divisão em linha branca e linha negra é apenas uma maneira didática de nos referirmos a comportamentos tântricos diametralmente opostos. Tal distinção não se refere, evidentemente, à cor da pele. A linha branca foi desenvolvida pelos drávidas, que tinham pele bem escura; e a linha negra pelos arianos, que originalmente possuiam pele clara! A linha negra é a mais moderna e foi desenvolvida com maior intensidade no século VIII da era cristã; portanto, faz parte do Tantra Moderno. E como ele sofre muita interferência da filosofia Vêdánta é a corrente mais ritualística, ao contrário da linha branca, mais antiga.

Há também uma terceira linha intermediária, chamada cinza, que mescla elementos daqueles outros dois segmentos. Assim, as três linhas do Tantra se caracterizam pela utilização ou não de: álcool, fumo, drogas, alimentação com carnes e relação sexual com orgasmo.

O Tantra possui sete escolas. São elas: Dakshinachara (a mais antiga, adotada pelo SwáSthya Yôga), Vêdachara, Vaishnavachara, Shaivachara, Siddhantachara, Kaulachara e Vamachara. Achara significa via, caminho ou linha.

Passando essa parte mais conceitual e teórica, na próxima publicação vou falar sobre A relação sexual e O Contato Sexual sem Orgasmo!

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Terapeuta corporal e holístico formado em massoterapia pelo SENAC em São Paulo e Quick Massagem, Massagem Relaxante, Massoterapia Clássica, Massagem Bioemocional para depressão, Massagem Terapêutica, Massagem Desportiva, Ritual de Shakti, Yoni massagem.
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